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O Regime Trump: até onde vai a paralisação americana?

Os Estados Unidos vivem sob a mais longa paralisação do governo federal em sua história, portanto, é preciso entender a dimensão a crise política americana e a agonia de Trump, inclusive nos seus perturbadores contornos sociais e econômicos.

Por Hugo Albuquerque, editor da Autonomia Literária

Donald Trump é o presidente mais impopular da história americana. Ou, pelo menos, desde que as taxas de rejeição e aprovação presidenciais são medidas, ninguém foi tão rejeitado — e tão pouco aprovado — em dois anos de mandato. Agora, depois de Trump ter usado o recurso do Shutdown, isto é, a paralisação da Administração Federal para barganhar com o Congresso em relação ao Muro do México, as coisas só parecem piorar. Trump quer a liberação orçamentária para a construção do Muro, mas o Congresso, cuja Câmara é agora de maioria democrata, se recusa a dar o aval orçamentário.

Já é a mais longa paralisação da história da Administração Federal americana. Isso deixa centenas de milhares de funcionários públicos federais sem receber, assim como empresas contratadas, paralisando serviços públicos e gerando consequências diretas e indiretas sobre tudo e todos nos Estados Unidos. O Shutdown jamais foi usado de forma tão agressiva na história recente dos Estados Unidos. Ainda mais levando em conta o motivo ao qual ele se presta, cujas implicações políticas, econômicas, culturais, geopolíticas são bastante profundas. É, seguramente, uma das maiores crises desde a queda do presidente Richard Nixon nos anos 1970, em um momento delicadíssimo da história mundial.

 

Derrota nas eleições parlamentares, Trump acossado

A jogada de Trump ocorre quando republicanos, pela primeira vez na década, perderam o controle da Câmara dos Deputados. Nos Estados Unidos, ao contrário do Brasil, mandatos de deputados duram dois anos, assim como o Senado é renovado parcialmente a cada dois anos. Essas eleições que ocorrem no meio de mandatos presidenciais, normalmente, não chamam tanta atenção. Até 2018. 

Em um cenário no qual os republicanos têm dominado, quase sem interrupções, a Câmara dos Deputados desde 1994, essa derrota foi um sinal de alerta forte para a Casa Branca. O republicano George Bush filho só conviveu com uma maioria democrata depois de ter cometido, e repetido, erros terríveis.

Por outro lado, Clinton e Obama, democratas, tiveram pouco sossego. Os republicanos pareciam ter achado o Santo Graal das eleições parlamentares já nos anos 1990, mesmo antes do boom da internet e das fake news, calcando campanhas nos piores temores, fobias e preconceitos da sociedade americana. Pelo menos até o final do ano passado.

No entanto, em 2018 o mesmo de eleitores que foram às urnas das eleições presidenciais em 2016 também, e é um dado relevante, compareceram nessas midterm elections. O resultado foi 53,4% a 44,8% dos votos a favor dos democratas na eleição da Câmara Federal.

No Senado, a vitória democrata se repetiu, mas não foi o suficiente, na renovação parcial, para que a maioria republicana fosse desfeita.A derrota de Trump não foi, portanto, qualquer coisa.

Detalhe importante, Nancy Pelosi, nova presidenta da Câmara dos Deputados eleita pela California, já falou abertamente na possibilidade de impeachment de Trump, condicionando isso ao famoso relatório Mueller — o resultado que sairá da investigação sobre a suposta interferência russa nas eleições de 2016 a favor de Trump.

 

Trump, o impopular

Visetemos a (im)popularidade de Trump: o republicano venceu as prévias do seu partido por ser uma figura, incrível e bisonhamente, popular entre as bases do seu partido, que escolhem entre as pré-candidaturas. Tudo levava a crer que Trump, por representar tão bem os republicanos, e por ser tão pouco capaz de angariar votos da maioria independente, não venceria as eleições presidenciais.

Não fosse o Diretório Nacional Democrata em 2016 praticamente empurrar, goela abaixo a candidatura de Hillary Clinton, uma figura tão rejeitada quanto Trump, certamente a história teria sido outra.

O que se passou depois, todos nós sabemos: Hillary venceu por pouco no voto popular, mas perdeu no Colégio Eleitoral. Nos Estados Unidos, quem ganha um estado seja por 99% ou 50,1% nos Estados Unidos leva a mesma pontuação no colégio eleitoral, isto é, cada estado tem um valor de acordo com sua população.

Em 2016 vitória irrisória de Trump em alguns estados-chave levou, portanto, à vitória geral dentro do curioso sistema eleitoral americano. Isso fez com que Trump, depois de uma brevíssima lua de mel com seus eleitores, simplesmente se tornasse, já de cara, um presidente bisonhamente rejeitado, como prova o agregado de pesquisas do FiveThirtyEight

Trump só foi mais popular do que impopular no seu primeiro mês de governo. Já em fevereiro de 2017, tinha mais rejeição do que aprovação. Isso se moveu quase como uma hemorragia fatal até agosto e setembro daquele ano, quando as pesquisas registravam quase 57% de rejeição contra 36% de aprovação.

 

Comparando laranjas com laranjas, Trump e a (im)popularidade dos outros presidentes

Seja por naturalização dos seus gestos pouco usuais, ou pela esperança de que o crescimento econômico fosse se traduzir em melhora social — isso não aconteceu! –, Trump reverteu a tendência para números ainda incômodos, porém menos absurdos em 2018: o presidente ostentava pouco mais de 40% de aprovação contra pouco mais de 50% de rejeição. Mesmo assim, eram os piores números da história americana.

Presidentes americanos costumavam ser muito populares. Mesmo republicanos como Eisenhower ou Nixon deram continuidade às conquistas do New Deal. Os americanos davam saltos de geração em geração. E os presidentes eram figuras altamente festejadas e aprovadas.

No entanto, depois dos conturbados anos 1970 e da adoção pelo neoliberalismo, as disputas políticas americanas se tornaram a disputa entre presidentes pouco populares contra postulantes tão insossos quanto. 2016 foi apenas a cereja do bolo da desmoralização da política nos Estados Unidos.

Pois bem, ainda que se pondere isso, nenhum presidente tinha números tão ruins em um segundo ano de mandato.Tanto Bush Pai quanto Bush Filho souberam, no início do mandato, usar da política guerreira para alcançar índices altos de popularidade, mas depois tiveram de encarar o duro custo da realidade no entanto: o pai não se reelegeu, o filho terminou com baixíssimos índices de aprovação. 

Mesmo Clinton e Obama, que decepcionaram seus eleitores e, ainda, enfrentaram uma dura oposição parlamentar, não apresentavam números tão ruins quanto Trump. Detalhe importante, nenhum presidente mobilizou tanto a opinião pública sobre si quanto Trump. A taxa de indecisão sobre a figura de Trump é quase nula. Mas a rejeição é estratosférica.

Eis aí que os números da eleição para a Câmara, não por coincidência, refletiram quase que o mesmo das pesquisas de aprovação e rejeição da administração Trump. As pessoas foram ás urnas porque tinham algo a dizer sobre Trump.

A América está polarizada, mas a polarização não é mais simétrica como quase foi em 2016, na qual Hillary teve pouco mais de 48% dos votos contra 46% de Trump. Hoje, os apoiadores de Trump são algo em torno de 40%, enquanto sua rejeição gira em torno dos 55%.

 

Chegamos ao muro do México, Ó, vós que entrais, abandonai toda a esperança

Por que o muro do México então? Primeiro, a fronteira mexicana já é profundamente militarizada. Segundo, nem por isso, as autoridades mexicanas e americanas deixam de realizar uma macabra, e corrupta, colaboração no desastre humanitário que realmente ocorre na fronteira: tráfico humano, tráfico de drogas e armas, contrabando etc.

A fronteira já está fechada e isso não é solução nenhuma para nada. O desastre humanitário que Trump denuncia não é, com efeito, o cataclisma real que lá acontece diariamente: mas sim apenas uma caricatura racista que culpa mexicanos e centro-americanos, desesperados pela própria desgraça, por conta da qual arriscam a própria vida para cruzar a fronteira.

O muro talvez seja um monumento da visão de Trump contra a globalização e, ainda, uma medida populista: conforme pesquisa do Gallup, a maioria dos americanos é contra a construção do muro, no entanto, 73% dos republicanos é a favor contra 13% dos democratas.

Eureka! Então a explicação seria simples, Trump tomou uma medida populista para alentar sua base! Sim e não. Segundo o mesmo Instituto Gallup, apenas 26% dos americanos simpatizam com os republicanos contra 32% pelos democratas, sendo 39% de independentes neste ano da graça de 2018.

Ou seja, quem decide a eleição são os independentes. O fato da base de Trump ser favorável fortemente à construção do muro não significa que, com isso, Trump “rache” o país ao meio. E Trump sabe muito disso. Isso deixa claro, apenas e tão somente, o quão preocupado e desesperado parece estar Trump diante de uma maioria de democratas agressivos na Câmara dos Deputados.

Aparentemente, ele apenas está tentando gerar um movimento que depende, antes de tudo, gerasse a unificação da sua base e atraísse a opinião pública contra a Câmara dos Deputados, a submetendo a uma derrota que a desmoralizasse a votar um pedido de impeachment. O relatório Mueller parece ser a chave da história.

O nome do relatório faz referência a Robert Mueller, um ex diretor do FBI e atual alto conselheiro do Departamento de Justiça que investiga possíveis fraudes nas eleições de 2016. E investiga, inclusive, que Trump teria tentado obstruir as próprias investigações para se safar. É a partir da legitimidade das investigações, ainda inconclusa, que os democratas esperam poder defender um impeachment com base legal.

A linha de Mueller, contudo, é carregada de russofobia: até as pedrinhas da rua sabem da preferência russa pela eleição de Trump, mas o mesmo se pode dizer de Israel, ou da preferência de chineses e europeus por Hillary, o que pode ter gerado algum tipo de benefício irregular para qualquer uma das campanhas, mas nada melhor do que culpar os eternos — e tão demonizados — rivais russos como forma de desacreditar Trump. 

Some-se isso ao fato de Mueller ser um republicano — tradicional, diga-se –, um aliado insuspeito junto para uma maioria democrata na Câmara. Mesmo a esquerda democrata, pouco afeita ao jogo dos liberais do seu partido, parece querer desprezar os efeitos colaterais desse, a bem da verdade, freio de emergência que é o relatório Mueller: um freio que o establishment americano parece ter, não á toa, submetido a Trump.

A partir daí, atacar uma Câmara majoritariamente democrata, desmoralizando-a, parece ser o gesto que resta ao acossado Trump. Não é, nesse sentido, falta de inteligência, mas falta de escolha.

 

Shutdown. Shootdown. Shitdown.

Segundo uma pesquisa do Washington Post-ABC, 53% dos americanos culpam Trump e os republicanos pela paralisação do governo, enquanto apenas 27% culpam os democratas — e somente 13% culpam ambos. As outras pesquisas têm apresentado algo parecido.

Por isso Trump ameaçou, mas depois recuou a respeito de uma decretação unilateral de emergência nacional para construção do Muro. Enquanto isso, as pesquisas de opinião são cabais sobre o fato de que a diferença entre aprovação e rejeição, a taxa de aprovação líquida, de Trump chegue agora na casa de 15% negativos.

Os democratas não tem porque ceder, enquanto Trump teme ceder e terminar ele sim humilhado: no entanto, se demorar demais, e caso surgirem mais pesquisas colocando sua taxa de aprovação abaixo dos 40%, a situação do presidente americano pode se tornar irreversível.

Pouco importa que os republicanos registrados, ou simpatizantes, apoiem Trump cegamente, o fato é que a maioria independente, está se afastando dele, desfazendo a silenciosa hegemonia conservadora das últimas décadas — que pode ter convivido com presidentes, aparentemente, progressistas, mas não lhes deu muitas chances.

Os números coincidem, ou se aproximam, portanto, em duas cifras, mas em uma terceira, as coisas pioram para Trump: (1) o da aprovação x rejeição de Trump (2) da votação dos democrata sobre os republicanos nas eleições de novembro de 2018 mas (3) da aprovação e rejeição do Muro apresenta um diferença pior contra Trump.

Como o número de americanos que culpam os democratas pelo Shutdown é, no entanto, menor do que aqueles que aprovam Trump ou votaram nos republicanos na última eleição parlamentar, temos um mau sinal para a Casa Branca. Isso significa que nem todos os apoiadores de Trump não compraram a culpabilização dos democratas, muito embora aqueles que o rejeitem não deixem de culpa-lo.

Não sejamos inocentes sobre o movimento das massas, embora Trump registre uma oposição desde baixo e progressista, igualmente, o establishment tenta retomar o controle da política americana.

Grandes grupos econômicos apenas olham para o desastre não social, mas econômico, do ponto de vista do capitalismo, que o trumpismo aponte no horizonte:com o fim do equilíbrio desequilibrado do mundo em 2008, o exótico plano Trump parece gerar cada vez mais fundados temores de nova crise e, também, ameaça aos enormíssimos lucros e rendas.

 

A Economia Política de um Desastre

Desde 2008, Obama gastou incalculáveis cifras do tesouro americano resgatando grandes corporações. Não, o primeiro presidente negro da América não mudou a maneira como as grandes corporações funcionam ou, substancialmente, pôs fim à orgia de falta de regulamentação que ajudou a colocar o mundo em crise.

Tampouco, houve um resgate do salário e da renda da classe trabalhadora americana. Os números que Obama deixam são uma vergonha. Lucros das grandes corporações cresceram acintosamente nos últimos dez anos.

Por  outro lado, os ganhos salariais, em termos de poder de compra, estão estagnados há décadas e com Obama não foi diferente. Isso ajudou a trabalhadores desesperados de estados industriais a votarem no projeto Trumpista de trazer a América de volta aos anos 1950. Mas o plano desenvolvimentista de Trump é uma fábula.

Como captou muito bem Yanis Varoufakis em seu Minotauro Global, o mundo pós-padrão dólar-ouro gira em torno de um complexo e instável arranjo no qual os Estados Unidos gastam, e compram, mais do que podem. O privilégio exorbitante dos Estados Unidos — como disse certa vez o ex-presidente francês Valéry Giscard D’Estaing — seria um vício que possibilitaria ao mundo exercer suas virtudes.

Os países que lhes fornecem insumos para os Estados Unidos, sejam os produtos industrializados da China ou o petróleo do Oriente Médio, usam de seus superávits para comprar títulos americanos que, em último caso, permite que Washington viva além de suas possibilidades: assim Washington pratica uma política econômica generosa, podendo e tributando menos seus cidadãos e corporações do que os demais países do mundo.

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Pessoas como Trump dizem que a tragédia que se abateu sobre os Estados Unidos, e o mundo em 2008, são fruto dessa integração de mercados, de uma América que deixou de produzir para se tornar um país comprador e rentista. Que a China se beneficiou, relativamente, mais do que os Estados Unidos e, silenciosamente, se aproveitou disso para se tornar uma potência global.

São meias verdades. A desregulamentação dos mercados, o que permitiu grandes bancos e investidores a negociar, na prática, papéis sem lastro, não entra no discurso de Trump. Nem como a sociedade salarial foi substituída por uma outra, na qual os trabalhadores americanos, em vez de ter ganhos crescentes, passou a ter apenas acesso a mais crédito e, assim, adquirir mais coisas a partir de um endividamento crescente.

Para Trump, a receita é simples: tirar tributos da grandes corporações, fechar setores do mercado interno para que eles, em vez de China ou qualquer outra economia global, competissem, fazendo esses capitais migrarem para empresas para americanas. Assim, a América se bastaria novamente. Mas o plano traz incongruências lógicas, mesmo do ponto de vista econômico.

O que Trump trouxe de melhor nesses dois anos? Paul Krugman aponta que o corte radical de tributos para as corporações não trouxe, por óbvio, retorno social para o crescimento formal da economia. Cortes nas corporações não se converteram em ganhos salariais. Mais empregos não são, necessariamente, melhores empregos. E o caixa público passa a apresentar maiores déficits.

Os déficits não seriam um problema. Chineses, os demais países dos Brics, árabes e quetais poderiam absorver mais títulos, mas com Trump fechando as portas do comércio internacional, ao proteger setores da economia americana — como a produção de aço –, a disposição política e as condições econômicas desses países diminui. Sem Trump criar uma saída de autofinanciamento interno.

Um relatório da Bloomberg, muito bem destrinchado por Gabriel Deslandes para a Revista Opera, aponta os usos e abusos de uma política expansionista, tanto do ponto de vista fiscal como monetário, como causa do crescimento sob Trump — muito embora, o estudo subestime sim a questão principal.

A combinação de cortes de tributos cobrados para as grandes corporações, aumento do gasto público e briga com os parceiros que compram avidamente títulos da dívida americana, não apenas demonstrem o porquê do baixo retorno social da Trumponomics como, ainda,aponta para uma possível crise econômica.

 

O Desastre de uma Política Econômica

Do outro lado, o (pseudo)desenvolvimentismo de Trump não mira uma política de melhoria salarial ou de condições de trabalho. As corporações, as sacrossantas corporações, não podem ser afetadas. Nem existe disposição ideológica para expandir serviços públicos.

E cada vez menos caixa, uma vez que as corporações merecem desonerações, coitadas das grandes corporações — o problema há de ser, certamente, o Obamacare e qualquer proposta de saúde pública universal.

Assim, o plano de sacrificar Trump tem também sua conotação conservadora, com a tradicional classe política americana, encastelada na cúpula dos dois grandes partidos, voltando ao poder no lugar do monstro de extrema-direita, que ela mesma criou e ou tolerou, para barrar qualquer forma de saída pela esquerda.

Sobretudo em tempos nos quais a situação tão grave, tão grave, na América que se dizer socialista não apenas deixou de ser estigma como, ainda, rende votos — ainda mais entre os millenials. Bernie Sanders, o senador independente e socialista que disputou a última prévia democrata, e foi sabotado na disputa contra Hillary Clinton, hoje é um dos políticos americanos mais populares. 

Eliminar Trump pode ser uma forma para que democratas tradicionais e republicanos tradicionais possam voltar a repetir a encenação dos últimos quase quarenta anos, enquanto o essencial não é tocado. A economia política que sustentava isso, gestada nos fins do governo Nixon, contudo, parece morta.

Enquanto este artigo é escrito, a paralisação da Administração americana continua, com uma greve generalizada mesmo nas embaixadas e consulados pelo mundo, ou, pasmem, em plena Casa Branca, o que levou Trump à ridícula solução de encomendar pizzas lanches a algum buffet privado.

A cena de um Trump exibindo o banquete encomendado é a foto definitiva da América de 2019. Enquanto o Brexit agoniza no Reino Unido e o novo de governo brasileiro, sob Bolsonaro, bate cabeça. A estrutura da extrema-direita global começa a ranger com seus planos mirabolantes, ameaçando até mesmo os interesses do grande capital global. 

O futuro chegou e faliu conosco dentro. A paralisação americana é, apenas e tão somente, a primeira nuvem densa no horizonte de uma grande tempestade que se aproxima.

 

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