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Aquele que não me acompanhava

Autor: Maurice Blanchot
Prefácio: Christophe Bident
Tradutor: João Gomes
Revisão: Natasha Belfort Palmeira
Capa: Rodrigo Correa
Formato: 12×19
Páginas: 160
ISBN: 978-65-5497-010-5
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Sobre o autor

Maurice Blanchot

Maurice Blanchot (Quain, Saône-et-Loire, França, 22 de setembro de 1907 - 20 de fevereiro de 2003) foi um escritor, ensaísta, romancista e crítico de literatura. Entre 1931 e 1944, exerceu o jornalismo no Journal de Débats, em Combat, em L'Insurgé e em Écoutes. Sua teoria sobre a relação entre o escritor, a língua, a literatura e a filosofia influenciaram toda uma geração de pensadores pós-modernos e pós-estruturalistas, como Gilles Deleuze, Paul de Man, Michel Foucault, Jacques Derrida e Jean-Luc Nancy.

Aquele que não me acompanhava é um livro onde tudo vacila, hesita, no qual os personagens esmaecem ao ponto de se tornarem “singularidades linguísticas” – um “eu” mínimo, um “ele”, um “alguém” ou “aquele”, apenas – desencadeando um processo que age diretamente sobre o estatuto da literatura como, correlativamente, sobre as instâncias mais básicas e estruturadoras de qualquer discurso que tente mobilizar uma forma de poder. Com isso em mente, como penetrar no mistério dessa estranha convivência, dessa perturbadora coabitação entre o narrador e seu companheiro que não o acompanha?

Maurice Blanchot, um dos mais instigantes escritores e pensadores da literatura contemporâneos, publica Aquele que não me acompanhava em 1953 em sua segunda e última grande fase ficcional. Neste período a expressão literária de Blanchot se radicaliza, torna-se mais experimental e coloca à prova as possibilidades expressivas do esvaziamento potencial das figuras estruturantes da própria ideia de literatura. Este é o maior desafio e a razão do estranho deslumbramento do leitor em contato com uma narrativa cujos acontecimentos internos foram reduzidos ao mínimo, às banalidades dos menores e mais óbvios gestos cotidianos e que, mesmo assim, desvelam aquilo ou aquele que ainda não tem nome.


 

“Certa vez me pediram para sintetizar Aquele que não me acompanhava para um editor que precisava de um texto de capa ou de publicidade – em outras palavras, produzir um resumo compreensível para um público amplo de uma peça textual muito difícil de se compreender. Ser obrigada a resumir significava que eu era forçada a identificar precisamente o que estava acontecendo no romance e o que movia adiante a ação. Isso não era fácil no caso do romance de Blanchot. Eis aqui um resumo perfeitamente preciso, embora breve: “Em uma casa na região sul de algum país, um homem vai de cômodo em cômodo sendo perguntado ‘Você está escrevendo agora?’ por um outro personagem que pode ou não existir”. Este resumo não seria apropriado para um lançamento comercial.”
— Lydia Davis, The Problem in Summarizing Blanchot.

“Aquele que não me acompanhava começa por um acontecimento de princípio [d’abord] que não é um acontecimento e não é um começo porque nada, propriamente, acontece. ‘Eu procurava, desta vez, abordá-lo.’ A abordagem [l’abord] não é um acontecimento original, e a narrativa começa por este falso começo ou este passo em falso de começo. A abordagem [l’abord] é ainda menos um acontecimento original quando ninguém, sobretudo, aborda ninguém, mas procura, sem ter certeza de conseguir, abordar; não procura, mas diz (relata), agora, que ele procurava, no passado, conseguir abordar. Procurar conseguir abordar, procurar a beira de uma borda, é a insistência do distanciamento. E, no entanto, há narrativa, insubstituivelmente.”
— Jacques Derrida, Parages.

“Ele não é na verdade um interlocutor privilegiado, um outro sujeito falante qualquer, mas o limite sem nome contra o qual a linguagem vem se chocar. E este limite não tem nada de positivo; ele é sobretudo o fundo desmedido em direção ao qual a linguagem não cessa de se perder, mas para retornar idêntica a si mesma, como o eco de um outro discurso dizendo a mesma coisa, de um mesmo discurso dizendo outra coisa. Aquele que não me acompanhava não tem nome (e ele quer se manter neste anonimato essencial).”
— Michel Foucault, O pensamento do fora.

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