As verdades nômades

Autor: Antonio Negri e Felix Guattari
Tradução: Jeferson Viel e Mario Marino
Páginas: 214
ISBN: 978-85-69536-12-3
Designe gráfico: Juliano Bonamigo

R$45.00

Sobre o autor

Antonio Negri

Filósofo político marxista italiano. Foi preso sob a acusação de ser uma liderança do grupo conhecido Brigadas Vermelhas. Ganhou notoriedade internacional nos primeiros anos do século XXI, após o lançamento do livro Império - que se tornou um manifesto do movimento anti-globalização - e de sua sequência, Multidão, ambos escritos em co-autoria com seu ex-aluno Michael Hardt. Entre os temas centrais da obra de Negri estão marxismo, globalização democrática, anti-capitalismo, pós-modernismo, neoliberalismo, democracia, o comum e a multidão. Sua produção intelectual prolífica, iconoclasta e cosmopolita constitui uma análise altamente original do capitalismo tardio.

Félix Guattari

Félix Guattari foi um filósofo, psicanalista e militante revolucionário francês, altamente envolvido com os eventos do Maio de 68, do qual foi um dos maiores expoentes. Participou de muitas das principais lutas do seu tempo, dentro e fora da França, o que envolve desde o acolhimento dos refugiados políticos italianos dos anos de chumbo até o apoio à luta dos trabalhadores no Brasil do fim dos anos 1970 contra o Regime Militar, passando pela solidariedade ao movimento de libertação da Palestina dentre outras coisas. Produziu uma grande quantidade de textos, livros e intervenções e se relacionou com muitos dos mais relevantes intelectuais do final do século 20º, sendo notória sua parceria com o filósofo francês Gilles Deleuze, com o qual escreveu clássicos como O Anti-Édipo e Mil Platôs. Por conta de sua atuação no que diz respeito ao acolhimento dos refugiados políticos italianos, recepcionou o filósofo perseguido Toni Negri, de cuja amizade resultou uma firme colaboração política e teórica.

Lançamento conjunto da Politeia com a Autonomia literária, este livro marca o encontro de dois expoentes do pensamento e da prática política das últimas décadas. Félix Guattari, filósofo ligado ao pós-estruturalismo francês e incansável agitador político presente em diversas iniciativas ao redor da Europa, da Primavera de Praga até os movimentos ecológicos, passando por maio de 68. Antonio Negri, filósofo ligado ao operarismo italiano e militante de primeira ordem junto às lutas operárias e aos grupos italianos da esquerda extraparlamentar. Ante a derrota dos movimentos de criação e contestação política dos anos 1960 e o enfraquecimento do saber revolucionário, este livro mostra as possibilidades de renovação do pensamento e das práticas políticas e forja assim um discurso de esperança. Aqui, o leitor brasileiro poderá conferir os importantíssimos acertos desse discurso, base da retomada de um projeto filosófico-político que se prolongará em obras como Império, Multidão e Bem-estar comum.

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