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Em estado de choque – sobrevivendo em Gaza sob o ataque israelense

Tradução: Vinicius Gomes Melo
Fotografia interna: João Laet
ISBN: 978-85-69536-08-6
Páginas: 344
Formato: 14 x 21 cm

Em estoque

Descrição

“Com uma terrível e necessária exatidão, as crônicas de guerra de Mohammed Omer permitem o mundo conhecer as devastadoras perdas suportadas pelo povo em Gaza” Judith Butler

“Leia ‘Em Estado de Choque’. O autor diz: ‘sou um jornalista e devo isso ao meu povo, e ao povo israelense, para que cheguem à verdade’. Obrigado Mohammed, a verdade é como a água, uma necessidade básica – sem ela não há como sobreviver.” Roger Waters

“Mohammed Omer poderia facilmente ter escapado do horror frente ao iminente ataque de Israel sobre a indefesa população presa em Gaza. Em vez disso, escolheu ficar, para gravar os detalhes lancinantes da selvageria perpetrada pela última aventura israelense sobre vítimas de uma tragédia horrenda. Poucos podem igualar-se à sua coragem e integridade, mas todos nós que vivemos em países que fornecem armas e apoios que tornaram possíveis as ações de Israel, devemos ponderar suas palavras e perguntar o que foi feito em nosso nome e o que devemos fazer a respeito.” Noam Chomsky

“A verdade sobre os crimes de Israel em Gaza nunca será esquecida, o acobertamento midiático e as mentiras não passaram porque Mohammed Omer estava lá. Este grande repórter e sua família estavam sob fogo cruzado dia após dia. Quando liguei para ele, podia ouvir explosões em frente sua porta. Mesmo assim, dia após dia, ele conseguiu produzir relatos oculares, com clareza e brilhantismo, recuperando, quase sozinho, a honra do jornalismo real.” John Pilger

Em Estado de Choque – Sobrevivendo em Gaza sob Ataque Israelense traz as crônicas do jovem jornalista palestino Mohammed Omer, testemunha ocular das atrocidades cometidas na Operação Margem Protetora, última ofensiva israelense que devastou a Faixa de Gaza, deixando ao final de sete semanas de hostilidade 2.200 palestinos mortos — com uma taxa histórica de 77% mortes entre civis e 536 crianças assassinadas. Além da carnificina realizada sob as vistas grossas da comunidade internacional, os bombardeios deixaram um rastro de destruição, atingindo hospitais, abrigos e escolas — duas delas protegidas pela ONU —, ferindo mais de 10 mil palestinos. Nas páginas do livro, Omer narra o terror daqueles dias: cadáveres são conservados como vegetais em geladeiras desligadas por falta de energia elétrica; famílias correm para fora de seus apartamentos depois de serem informadas por telefone que o F-16 israelense destruiria o edifício nos próximos três minutos; jovens fardados descarregam suas metralhadoras contra tudo que se move, com o aval de seus superiores; drones passam zunindo no céu e cemitérios são alvejados por mísseis para que a população não encontre seus familiares enterrados. A verve de sua crônica é considerada o equivalente literário das 82 gravuras de Os Desastres da Guerra, ilustrada pelo pintor Francisco Goya. Ao longo do caos, o jovem jornalista mantém o frio distanciamento do repórter profissional, determinado a registrar com precisão o que está ocorrendo ao seu redor. Entre suas linhas, a indignação ferve, com uma verdadeira polifonia de pessoas comuns em uma situação limite; ficamos imaginando como Israel, uma sociedade amplamente elogiada no Ocidente como democrática e civilizada, pode bombardear despreocupadamente uma população detida numa prisão a céu aberto. Este não é apenas mais um livro sobre o sofrimento dos palestinos, é um relato de sobrevivência excepcionalmente bem escrito.

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Author

Mohammed Omer, jornalista palestino renomado internacionalmente, foi considerado “a voz dos sem vozes” pelo Martha Gellhorn Prize for Journalism. Durante os últimos anos, recebeu prêmios como Best Youth Voice e Press Freedom Prize. Atualmente publica suas reportagens no New Statesman, Electronic Intifada, Al Jazeera, The Nation, New York Times e Pacifica Radio. Por conta de ter um passaporte holandês, Omer fazia parte de uma minoria que tinha chances de sair da Faixa de Gaza e escapar da nova ofensiva israelense que durou mais de 50 dias. Porém, ao decidir permanecer ali com sua esposa e filho recém-nascido, o jovem jornalista, se deslocando diariamente por toda a Faixa, pulando de tragédia em tragédia, foi uma rara, mas necessária, voz a denunciar o último massacre de seu povo.