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Combo: austeridade e crise

Austeridade – A Historia de uma Ideia Perigosa
Autor: Mark Blyth
ISBN: 9788569536109
Páginas: 377

A Era do Capital Improdutivo – A nova arquitetura do poder
Autor: Ladislau Dowbor
ISBN: 978-85-69536-11-6
Páginas: 316

Economia para poucos – Impactos sociais da austeridade e alternativas para o Brasil
Org: Ana Luiza Matos de Oliveira, Esther Dweck e Pedro Rossi
Pag: 372
Ano: 2018
ISBN: 978-85-69536-28-4

R$140.00 R$112.00

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Sobre o autor

Ladislau Dowbor

Economista e professor titular de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Foi consultor de diversas agências das Nações Unidas, governos e municípios, além de várias organizações do sistema “S”. É colaborador de Outras Palavras e autor e co-autor de cerca de quarenta livros. Parte de sua produção intelectual está disponível na página dowbor.org.

Mark Blyth

Professor de política internacional na Brown University. Doutorou-se em ciência política na Columbia University. É autor de "Great Transformations: Economic Ideas and Institutional Change in the Twentieth Century".

As medidas de austeridade, adotadas após a crise de 2008, e implantadas após décadas de governos neoliberais em diversos países salvaram os bancos e as elites financeiras, mas, consequentemente, sequestraram nossa democracia e desmontaram ainda mais os serviços públicos básicos oferecidos pelos Estados. O sistema capitalista, por sua vez, aproveitou a crise para lucrar mais enquanto socializa o prejuízo no lombo dos trabalhadores. Para entender melhor a falácia do “ajuste fiscal” e o suicídio econômico, político e social que estamos vivendo, selecionamos 3 livros de economia.

No mês de março estamos oferecendo um desconto de 20% em nossos combos como uma forma de apontar a diferença salarial média que prejudica as mulheres trabalhadoras em nosso país.

A Era do Capital Improdutivo – A nova arquitetura do poder

Como os bancos registram lucros bilionários em plena recessão e desemprego? Neste livro, Ladislau Dowbor investiga como a riqueza do mundo – minérios, petróleo, trabalho, alimentos –, produzida pelo trabalho, é capturada pelos bancos e seus intermediários financeiros. Com uma vasta pesquisa, Ladislau revela os mecanismos usados pelas corporações financeiras, com estruturas que muito se assemelham a governos, para exercer o poder político diretamente e influenciar as principais decisões dos poderes públicos.

O resultado não poderia ser diferente: esterilizam a riqueza produzida pela sociedade para multiplicá-la somente em seu próprio benefício, por meio de investimentos financeiros que não criam novas tecnologias nem geram novos empregos. Ladislau demonstra por que o mercado considera positiva qualquer atividade que gere lucro – ainda que trave a economia e produza prejuízos sociais e ambientais – para enviar seus recursos, a salvo de impostos, a paraísos fiscais.

O livro destrincha como a financeirização dilacera as economias no Brasil e mundo afora ao forçar os governos eleitos a cumprir agendas refutadas pelas urnas. Sobretudo quando desviam grande parte do orçamento público para o pagamento de juros da dívida, engordando ainda mais as forças do capital financeiro em detrimento de políticas públicas de saúde, educação, previdência.

Austeridade – A Historia de uma Ideia Perigosa

No livro Austeridade – A História de Uma Ideia Perigosa, Mark Blyth oferece ao leitor uma sólida argumentação construída a partir de uma constatação tão óbvia quanto ausente das análises dos economistas convencionais. Blyth desvela as razões das políticas de austeridade que se seguiram à crise de 2008. “A Europa precisa ser austera porque os balanços financeiros dos Estados nacionais têm que funcionar como amortecedores de choques para o conjunto do sistema…Primeiro ocorreu a crise bancária, depois uma crise das dívidas soberanas. Mas isso é o efeito, não a causa”.

Os bancos centrais e os Tesouros Nacionais mobilizaram seus balanços para socorrer os bancos quebrados, o que resultou na expansão dos déficits e dívidas dos Estados.

São saborosos os capítulos do livro que avaliam a história da Ideia Perigosa. No âmago dos enganos e desenganos, está o autoengano do ideário liberal. Nos momentos de crise, o liberalismo econômico aponta invariavelmente o dedo acusador para o Estado irracional e gastador.

Blyth inicia a investigação histórica da Ideia Perigosa com a análise cuidadosa dos escritos de Locke, David Hume e Adam Smith. Críticos do mercantilismo, os três ícones do pensamento liberal advogam a regra inviolável do orçamento equilibrado, independentemente das flutuações cíclicas da economia. Esse dogma associou-se às crenças do padrão-ouro para sacralizar o mercado auto- regulado e bloquear as ações estabilizadoras dos governos.

Depois da Grande Depressão, Keynes justificou teoricamente as políticas fiscais e monetárias destinadas a recuperar as economias prostradas. Mas, atenção: a austeridade, ademais de perigosa, é uma ideia persistente. Derrotada por Keynes, ela voltou vitoriosa nos braços dos corifeus do neoliberalismo, de Milton Friedman a Robert Lucas.

Economia para poucos – Impactos sociais da austeridade e alternativas para o Brasil

“A austeridade compromete o futuro das próximas gerações, aumenta a desigualdade social e destitui direitos dos cidadãos. Atuando de forma seletiva e sexista, transborda seus efeitos negativos para a saúde dos indivíduos e colabora para a degradação do meio ambiente. Em um país ainda tão desigual como o Brasil, tal opção política compromete o papel redistributivo da política fiscal, ao exigir reformas profundas e cortes drásticos nas despesas públicas. Com a atual estrutura de gastos públicos, o Brasil é o país que mais reduz a desigualdade na América Latina por meio de transferências e outros gastos sociais, compensando uma carga tributária perversa, que contribui para amplificar a desigualdade. Portanto, abrir mão desse instrumento redistributivo é optar por uma sociedade cada vez mais desigual e segregada, com uma população cada vez mais destituída de acesso a direitos sociais básicos”.

Com esse trecho da conclusão do livro é possível compreender a importância da análise apresentada por diversos pesquisadores envolvidos no livro que se propuseram a analisar os efeitos da prática de austeridade no Brasil.

A ascensão do discurso da austeridade econômica no Brasil parece estar na contramão da história. No resto do mundo, os países estão reconsiderando essas políticas que ganharam notoriedade, desde os anos 1980, com o ex-presidente dos EUA, Ronald Reagan, e a ex-primeira ministra da Inglaterra, Margaret Thatcher, mas que voltaram com grande força no pós-Crise, em especial, na periferia europeia.

No Brasil, ao contrário, com a aprovação da Emenda Constitucional 95/2016, a prática de austeridade foi constitucionalizada e, enquanto não for revista, impõe uma drástica redução dos instrumentos para atacar a desigualdade social nos próximo anos.

Economia para poucos traz um diagnóstico essencial para compreender os efeitos cruéis dessas políticas no Brasil. Com uma abordagem importante, que combina a discussão macroeconômica com seus efeitos sociais, em diversas áreas, o livro torna-se um documento central para quantificar os efeitos nocivos dessa prática no Brasil.

Os resultados das políticas de austeridade no Brasil se assemelham àqueles observados em diversos países da periferia europeia. Ao contrário do prometido, os cortes no Orçamento acabaram agravando a recessão e a frustração de receitas do governo.

— Laura Carvalho, economista e professora da Universidade de São Paulo (USP)

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