Kit FLIPEI

Utopias Piratas: a revolta de mouros, hereges e renegados na emergência do capitalismo
Autor: Peter Lamborn Wilson
Ano: 2022
Página: 194

Euclides Socialista – Obras Esquecidas
Org: Cauê Seignemartin Ameni & Wander Wilson
Ano: 2019
Páginas: 120

Tomada de posse
Autora: Louise Michel
Ano: 2021
Páginas: 128

R$120.00

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Utopias Piratas: a revolta de mouros, hereges e renegados na emergência do capitalismo

Dos séculos XVI ao XIX, corsários muçulmanos do Magreb devastaram os navios europeus e escravizaram milhares de cativos. Durante esse mesmo período, milhares de europeus se converteram ao Islã e se juntaram à guerra santa pirata. Esses homens (e mulheres) eram a escória dos mares, apóstatas, traidores? Renegados? Ou abandonaram e traíram a cristandade como práxis de resistência social?

As histórias de piratas sempre foram fonte de inesgotável fascínio. Não bastassem os perigos próprios do mar, aquelas pessoas acrescentaram às suas aventuras o sentido da liberdade e de uma ética peculiar, fazendo as delícias de narrativas românticas como as de Robert Louis Stevenson ou as mais realistas de um Daniel Defoe, entre outros. Peter Lamborn Wilson, especialista em história das heresias e da pirataria, demonstra neste seu ensaio que a história real pode ter sido ainda mais inusitada do que as fábulas que ela inspirou. Além disso, revela como os piratas formavam suas próprias esferas sociais, mostrando que a ética que “governava” estes grupos (conforme os “estatutos” dos navios) eram tanto anarquistas, por permitirem o máximo de liberdade individual, quanto comunistas, na medida em que eliminavam a hierarquia econômica e partilhavam o butim igualitariamente.

 

Euclides Socialista – Obras Esquecidas

Quem diria que Euclides da Cunha, o mais renomado intelectual militar do Brasil, era um socialista? Assim como Lima Barreto, Oswald de Andrade, Tarsila Amaral e outros grandes literatos brasileiros, Euclides também teve sua militância política apagada da história.

Poucos sabem, mas o autor do clássico Os Sertões foi preso e expulso do Exército, em 1888, por um ato de rebeldia ao quebrar seu sabre numa cerimônia com o ministro da Guerra do Império, Tomás Coelho. Após esse ocorrido, o ex-militar largou a farda e se envolveu com ideias mais iconoclastas, passando a assinar seus artigos e crônicas no jornal A Província de São Paulo, antigo Estadão, com o pseudônimo do anarquista Joseph-Pierre Proudhon, a quem se referia como um dos pensadores mais originais de seu tempo.

Dois anos depois de ter publicado sua obra mais renomada, em 1904, Euclides começa a defender o legado intelectual do comunista alemão Karl Marx, “este inflexível adversário de Proudhon”, quando lembra, num artigo histórico, que: “o caráter revolucionário do socialismo está apenas no seu programa radical. Revolução: transformação. Para conseguir, basta-lhe erguer a consciência do proletário (…) Porque a revolução não é um meio, é um fim; embora, às vezes, lhe seja um meio termo, a revolta. Mas esta sem a forma dramática e ruidosa de outrora. As festas do primeiro de maio são, quanto a este último ponto, bem expressivas. Para abalar a terra inteira, basta que a grande legião em marcha pratique um ato simplíssimo: cruzar os braços… Porque o seu triunfo é inevitável”.

 

Tomada de posse

O panfleto de Louise Michel, Tomada de Posse, publicado em 1890, é pela primeira vez publicado na íntegra e em sua originalidade no Brasil. Escrito no final de 1889, na encruzilhada da atividade propagandista da tribuna e da escrita autobiográfica e novelesca, este manifesto quer “esquentar” o público contra a República burguesa no grandioso centenário de 1789. Aqui uma Louise Michel viva, vibrante e potente surge, trazendo o relato dos dias, misturando-se aos acontecimentos atuais e aos mitos imemoriais da luta prometeica contra a Força. Seu discurso anarquista ressoa com um vigor cívico que não poderia ser mais atual.

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