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Combo: socialismo ameríndio

O Bem Viver – Uma oportunidade para imaginar outros mundos
Autor: Alberto Acosta
Páginas: 264
Tradução: Tadeu Breda
Orelha: Boaventura de Sousa Santos
Prefácio: Célio Turino
Publicação: Janeiro 2016
ISBN: 978-85-69536-02-4

Marx selvagem
Autor: Jean Tible
Capa: Rafael Todeschini & Fernanda Guizan
Diagramação: Manuela Beloni
3ª edição: revisada e ampliada
ISBN: 978-85-69536-16-1
Páginas: 344

R$75.00 R$60.00

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Categoria:

Sobre o autor

Alberto Acosta

Político e economista, nasceu em Quito, capital do Equador, em 1948. Participou da fundação do Instituto de Estudios Ecologistas del Tercer Mundo e do partido Alianza País, que levou Rafael Correa ao poder em 2007. Foi ministro de Energia e Minas e presidente da Assembleia Constituinte do Equador. Em 2013, lançou-se como candidato à Presidência da República pela Unidad Plurinacional de las Izquierdas, obtendo escasso apoio popular. Publicou os livros O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos (Elefante & Autonomia Literária, 2016) e Breve história econômica do Equador (Funag, 2006).

Jean Tible

Doutor em Sociologia (Unicamp) e Mestre em Relações Internacionais (IRI/PUC-Rio), Jean Tible é professor de Ciência Política da Universidade de São Paulo. É co-organizador dos livros Junho: potência das ruas e das redes (Fundação Friedrich Ebert, 2014), Cartografias da emergência: novas lutas no Brasil (FES, 2015) e Negri no Trópico 23o 26’14” (São Paulo, Editora da Cidade, Autonomia Literária e n-1 edições, 2017).

Há um povo que resistiu bravamente as pandemias, guerras e continua lutando há mais de 500 anos até os dias de hoje: os indígenas da América Latina. Para entender melhor as diferentes estratégias, matizes filosóficas e organizações políticas descoloniais dos povos ameríndios deste continente, selecionamos neste combo os premiados livros do antropólogo marxista Jean Tible e do ex-deputado constituinte da Revolução Cidadã que implementou os Direitos da Natureza na Constituição do Equador, Alberto Acosta.

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O Bem Viver – Uma oportunidade para imaginar outros mundos

Um sistema com desigualdades gritantes sobrevive há séculos, com o apoio de milhões e a subordinação de bilhões. Agora, nos conduz ao suicídio coletivo. As promessas do progresso, feitas há mais de quinhentos anos, e as do desenvolvimento, que ganharam o mundo a partir da década de 1950, não se cumpriram. E não se cumprirão. Contra problemas cada vez mais evidentes, Alberto Acosta resgata o conceito de sumak kawsay, de origem kíchwa, e nos propõe uma ruptura civilizatória calcada na utopia do Bem Viver, tão necessária em tempos distópicos, e na urgência de se construir sociedades verdadeiramente solidárias e sustentáveis.

Uma quebra de paradigmas para superar o fatalismo do desenvolvimento, reatar a comunhão entre Humanidade e Natureza e revalorizar diversidades culturais e modos de vida suprimidos pela homogeneização imposta pelo Ocidente.

O Bem Viver foi escrito por um dos maiores responsáveis por colocar os Direitos da Natureza na Constituição do Equador, feito inédito no mundo.

Não se trata de viver la dolce vita, de ser um bon vivant. O Bem Viver não se oferece como a enésima tentativa de um capitalismo menos desumano – nem deseja ser um socialismo do século 21. Muito pelo contrário: acusa a ambos sistemas, irmanados na exploração inclemente de recursos naturais. O Bem Viver é a superação do extrativismo, com ideias oriundas dos povos e nacionalidades indígenas, mas também de outras partes do mundo.

O que fazer? Acosta oferece uma série de caminhos, mas também nos alerta: não há apenas uma maneira para começar a construir um novo modelo. A única certeza é de que a trajetória deve ser democrática desde o início, construída pela e para a sociedade. Os seres humanos são uma promessa, não uma ameaça.

Marx selvagem

O empreendimento de Jean Tible é ousado e original. Como promover um encontro entre a teoria marxiana, tendo em conta sua filosofia da história, com os povos ditos selvagens, que não se resignam ao triste papel de resíduos arcaicos de um processo histórico destinado ao “progresso”?

O presente trabalho não é um exercício de especulação teórica, mas responde a um contexto preciso em que etnias indígenas da América Latina assumem um protagonismo geopolítico, obrigando a esquerda tradicional do continente a rever seus dogmas sobre o estatuto da produção, do desenvolvimento, do próprio Estado. Ao traçar uma ponte entre a sociedade sem Estado vislumbrada por Marx e a sociedade contra o Estado de Clastres, o autor dá sua tacada inicial, contrarrestando a subordinação da categoria de selvagens aos clichês da dialética histórica. Em um suplementar, relativiza a dicotomia entre Marx e o perspectivismo ameríndio, extraindo um devir-índio no autor de O Capital. Não se trata de uma mascarada filosófica, tal como o fez Deleuze ao pincelar um Hegel filosoficamente barbudo e um Marx imberbe, na esteira do bigode da Gioconda, mas sim de uma aposta política.

Viveiros de Castro, Davi Kopenawa e toda uma antropologia reversa desempenha aqui um papel crucial, ao evitar que a articulação entre as lutas ameríndias e as ciências sociais se dê sob o modo da sujeição ao eurocentrismo apoiado na transcendência e na representação. Fazendo um uso heterodoxo de Mariátegui, Benjamin, Mauss, Lévi Strauss, Ôsvald, Negri e tantos outros, é todo um paradigma ocidental que se vê aqui canibalizado e colocado em xeque, ao sabor e no frescor de uma pesquisa que aceita pensar-se à luz dos combates do presente.
— Peter Pál Pelbart

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