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Combo: saída pela esquerda

O velho está morrendo e o novo não pode nascer
Autora: Nancy Fraser
Prefácio: Victor Marques
Tradução: Gabriel Landi Fazzio
Páginas: 98
Ano: 2020
ISBN: 978-85-69536-77-2

Por um populismo de esquerda
Autora: Chantal Mouffe
Prefácio: Jean Tible
Tradução: Daniel de Mendonça
Páginas: 147
ISBN: 9788569536703
Ano: 2020

R$75.00 R$60.00

Categoria:

Sobre o autor

Chantal Mouffe

Chantal Mouffe é uma professora pós-marxista belga de teoria política no Centro para o Estudo da Democracia da Universidade de Westminster, no Reino Unido. Estudou em Lovaina, Paris e Essex e tem trabalhado em várias universidades na Europa, América do Norte e América Latina. Foi professora convidada em Harvard, Cornell, Princeton e no Centre National de la Recherche Scientifique. De 1989 a 1995, foi diretora de departamento no Collège International de Philosophie, em Paris.

Nancy Fraser

Nancy Fraser (Baltimore, 20 de maio de 1947) estudou Filosofia na City University of New York. É titular da cátedra Henry A. and Louise Loeb de Ciências Políticas e Sociais da New School University, também em Nova York. Coescreveu o manifesto Feminismo para os 99% (Boitempo 2019), e é autora, entre outros, de Fortunes of Feminism: From State-Managed Capitalism to Neoliberal Crisis (Verso, 2013) e Capitalism: A Conversation in Critical Theory (Polity, 2018). Grande apoiadora da Greve Internacional das Mulheres, cunhou a frase “feminismo para os 99%”.

Um ciclo de três décadas de neoliberalismo global está se encerrando e um colapso político, ecológico e econômico se aprofunda a cada nova crise. Nesse tempo, nossas democracias foram sequestradas pela elite financeira, que agora sustenta políticos de extrema-direita que se dizem ser anti-establishment, e a economia está cada vez mais concentrada no bolso do 1%. A pergunta que paira para todos socialistas e democratasé: como podemos reverter essa distopia neoliberal e guinar os rumos da economia e da política para os 99% da população? Para responder essa pergunta e diagnosticar detalhadamente os tempos turbulentos que vivemos, duas das principais teóricas políticas do século XXI, Nancy Fraser e Chantal Mouffe, mostram o caminho com o que há de melhor na ciência política e na sociologia contemporânea, autores clássicos como Antonio Gramsci, Rosa Luxemburgo, Karl Marx e Maquiavel.

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O velho está morrendo e o novo não pode nascer

O neoliberalismo está se fragmentando, mas o que surgirá entre seus cacos? A principal teórica política feminista do século XXI, Nancy Fraser, disseca a atual crise do neoliberalismo e argumenta como poderíamos arrancar novos futuros de suas ruínas.

O colapso político, ecológico, econômico e social global – simbolizado pela eleição de Trump, Bolsonaro e outros governantes de extrema-direita que dizem ser anti-establishment, embora façam parte dele – destruiu a fé de que o capitalismo neoliberal pode beneficiar a maioria do povo dentro da democracia. Fraser explora como essa fé foi construída no final do século XX, equilibrando dois princípios centrais: reconhecimento (quem merece direitos) e distribuição (quem merece renda). Quando eles começam a se desgastar com as sucessivas crises nas primeiras décadas do século, novas formas de populismo surgem à esquerda, para os 99%, e à direita, para o 1%.

Fraser argumenta que esses são sintomas da maior crise de hegemonia do neoliberalismo, um momento em que, como Gramsci disse, “o velho está morrendo e o novo não pode nascer”. O livro é acompanhado de uma belíssima entrevista do editor da revista Jacobin, Bhaskar Sunkara, com Fraser, que argumenta termos a oportunidade de transformar o populismo progressista em uma força social emancipatória, podendo, assim, reivindicar uma nova hegemonia.

Por um populismo de esquerda

Como podemos reagir frente a ascensão do populismo? Para filosofa política belga Chantal Mouffe, o “momento populista” que estamos testemunhando sinaliza para a crise mais aguda da hegemonia neoliberal. O eixo central do conflito será entre o populismo de direita e de esquerda. Ao estabelecer esta nova fronteira entre “o povo” e “a oligarquia”, a estratégia populista de esquerda pode reunir novamente as múltiplas lutas contra subordinação, opressão e discriminação.

Essa estratégia reconhece que o discurso democrático desempenha um papel crucial no imaginário político de nossas sociedades. E, através da construção de uma vontade coletiva, mobilizando afetos comuns em defesa da igualdade e da justiça social, será possível combater as políticas belicosas e demagógicas promovidas pelo populismo de direita.

Ao redesenhar as fronteiras políticas, esse momento aponta para um “retorno do político” após anos de pós-política. O retorno pode abrir caminho para experienciais autoritárias – através de regimes que enfraquecem as instituições democráticas liberais -, mas também pode levar a uma reafirmação e extensão dos valores democráticos.

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