Combo: Economia e crise

Austeridade – A Historia de uma Ideia Perigosa
Autor: Mark Blyth
ISBN: 9788569536109
Páginas: 377

A Era do Capital Improdutivo – A nova arquitetura do poder
Autor: Ladislau Dowbor
ISBN: 978-85-69536-11-6
Páginas: 316

R$76.00

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Sobre o autor

Ladislau Dowbor

Economista e professor titular de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Foi consultor de diversas agências das Nações Unidas, governos e municípios, além de várias organizações do sistema “S”. É colaborador de Outras Palavras e autor e co-autor de cerca de quarenta livros. Parte de sua produção intelectual está disponível na página dowbor.org.

Mark Bray

Historiador especialista em direitos humanos, terrorismo e radicalismo político na Europa Moderna. Foi um dos organizadores do movimento Occupy Wall Street em 2011 e seu trabalho é referência mundial no debate antifascista. Bray contribui com frequência para meios como o Foreign Policy, Critical Quarterly, Revista ROAR. Atualmente é professor do Dartmouth College.

Tempos difíceis, leituras necessárias.

As medidas autoritárias que presenciamos não só agem pela destruição de nossos poucos direitos garantidos, das formas de existir das minorias e da organização da classe trabalhadora como também pela destruição das condições necessárias para o estudo e a formação política.

Pensando nisso, fizemos combos temáticos que nos ajudam a compreender a ascensão do fascismo, a crise do capitalismo e a pensar estratégias possíveis para sair dessa situação.

Como Nasce e Morre o Fascismo e Como Esmagar o Fascismo são duas obras essenciais que nos ajudam a compreender o que leva essa ordem ao êxito e o que é capaz de detê-lo finalmente.

Lenin já dizia, não há movimento revolucionário sem teoria revolucionária.

A Era do Capital Improdutivo – A nova arquitetura do poder

Como os bancos registram lucros bilionários em plena recessão e desemprego? Neste livro, Ladislau Dowbor investiga como a riqueza do mundo – minérios, petróleo, trabalho, alimentos –, produzida pelo trabalho, é capturada pelos bancos e seus intermediários financeiros. Com uma vasta pesquisa, Ladislau revela os mecanismos usados pelas corporações financeiras, com estruturas que muito se assemelham a governos, para exercer o poder político diretamente e influenciar as principais decisões dos poderes públicos.

O resultado não poderia ser diferente: esterilizam a riqueza produzida pela sociedade para multiplicá-la somente em seu próprio benefício, por meio de investimentos financeiros que não criam novas tecnologias nem geram novos empregos. Ladislau demonstra por que o mercado considera positiva qualquer atividade que gere lucro – ainda que trave a economia e produza prejuízos sociais e ambientais – para enviar seus recursos, a salvo de impostos, a paraísos fiscais.

O livro destrincha como a financeirização dilacera as economias no Brasil e mundo afora ao forçar os governos eleitos a cumprir agendas refutadas pelas urnas. Sobretudo quando desviam grande parte do orçamento público para o pagamento de juros da dívida, engordando ainda mais as forças do capital financeiro em detrimento de políticas públicas de saúde, educação, previdência.

Austeridade – A Historia de uma Ideia Perigosa

No livro Austeridade – A História de Uma Ideia Perigosa, Mark Blyth oferece ao leitor uma sólida argumentação construída a partir de uma constatação tão óbvia quanto ausente das análises dos economistas convencionais. Blyth desvela as razões das políticas de austeridade que se seguiram à crise de 2008. “A Europa precisa ser austera porque os balanços financeiros dos Estados nacionais têm que funcionar como amortecedores de choques para o conjunto do sistema…Primeiro ocorreu a crise bancária, depois uma crise das dívidas soberanas. Mas isso é o efeito, não a causa”.

Os bancos centrais e os Tesouros Nacionais mobilizaram seus balanços para socorrer os bancos quebrados, o que resultou na expansão dos déficits e dívidas dos Estados.

São saborosos os capítulos do livro que avaliam a história da Ideia Perigosa. No âmago dos enganos e desenganos, está o autoengano do ideário liberal. Nos momentos de crise, o liberalismo econômico aponta invariavelmente o dedo acusador para o Estado irracional e gastador.

Blyth inicia a investigação histórica da Ideia Perigosa com a análise cuidadosa dos escritos de Locke, David Hume e Adam Smith. Críticos do mercantilismo, os três ícones do pensamento liberal advogam a regra inviolável do orçamento equilibrado, independentemente das flutuações cíclicas da economia. Esse dogma associou-se às crenças do padrão-ouro para sacralizar o mercado auto- regulado e bloquear as ações estabilizadoras dos governos.

Depois da Grande Depressão, Keynes justificou teoricamente as políticas fiscais e monetárias destinadas a recuperar as economias prostradas. Mas, atenção: a austeridade, ademais de perigosa, é uma ideia persistente. Derrotada por Keynes, ela voltou vitoriosa nos braços dos corifeus do neoliberalismo, de Milton Friedman a Robert Lucas.

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