Caue Ameni

Chantal Mouffe: “A melhor forma de combater o populismo de extrema-direita é com o de esquerda”

A filosofa política pós-marxista belga diz ter chegado a hora da social-democracia escolher entre aliar-se à esquerda ou à direita. A segunda, diz Mouffe, será a sua morte, a primeira a sua salvação, mas para isso precisará reformular a estratégia e se radicalizar.

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Confira o que estamos planejando para 2020!

Em 2019, a editora Autonomia Literária focou seu catálogo nos debates antifascista, anticolonial e na reorganização da esquerda, publicando vinte livros e uma revista socialista. Além de organizar o barco pirata da Flipei -- alvo de ataques da extrema-direita em Paraty --, e, como bons herdeiros da geração hippie, colocar a Rizoma, o vietcong das editoras independentes, para rodar dentro das universidades. Para 2020, arquitetamos novas peripécias: enterrar o fascismo e propor novos caminhos para uma sociedade mais justa, independente e socialista. Mesmo passando por uma das maiores crises do mercado editorial e a ascensão institucionalizada do fascismo no Brasil,...

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Maricá (RJ), a capital do passe livre no Brasil

Em meio ao novo ciclo de lutas do Movimento Passe Livre pela tarifa zero em São Paulo, a editora Autonomia Literária liberá um capítulo do livro “Passe Livre – As possibilidades da tarifa zero contra a distopia da uberização”, escrito pelo jornalista e ativista Daniel Santini, para provar que é possível zerar a tarifa do buzão no Brasil.

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As mentiras de Mario Vargas Llosa para defender o golpe na Bolívia

Atílio Boron, autor do livro “O feiticeiro da tribo – A farsa de Mario Vargas Llosa e o liberalismo na América Latina”, que a Autonomia Literária publicará em 2020, expõem detalhadamente como um dos maiores escritores liberais do continente distorce a realidade para apoiar governos milicianos e processos golpistas.

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Confira o lançamento da Jacobin Brasil e garanta já a sua!

Saiu da gráfica direto na voadora a primeira edição da revista socialista Jacobin Brasil. Com um lançamento lotado na Ocupação 9 de Julho este último domingo (17/11), onde saboreamos o delicioso banquete promovido pelo Coletivo Empodera na ocupação, realizamos o debate de lançamento com alguns autores da primeira edição. Como não poderia ser diferente, a publicação chegou causando polêmica nas redes. Muitos acharam que nosso setor de MARXketing estava por trás do alvoroço dentro da esquerda. Mas não, estávamos focados para fazer um belo lançamento que a revista nos custou tanto trabalho merece. Victor Marques, nosso Diretor de Desenvolvimento, conseguiu sintetizar...

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As possibilidades da tarifa zero contra a distopia da uberização

Se Haddad tivesse aplicado a tarifa zero em junho de 2013, a direita teria manipulado as manifestações para implantar a Lava Jato, uma das armas políticas mais sinistras que os conservadores criaram para pavimentar o caminho do golpe e a consolidação da extrema-direita? O seminário internacional "Transporte como direito social e caminhos para a tarifa zero", organizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) e a Fundação Rosa Luxemburgo, que acontece nos dias 16, 17 e 18 de setembro, Mês da Mobilidade, pode dar algumas pistas sobre a real possibilidade dessa ideia revolucionária. Para debater o tema na Universidade...

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Cinco lições históricas para antifascistas

Com o governo Bolsonaro degringolando a cada semana e vendo sua popularidade derreter a cada nova pesquisa, grupos neofascistas partem para o terrorismo. Na Flipei, em julho, um pequeno grupo de paratianos vieram com rojões e caixa de som contra nossa embarcação livraria com o objetivo de impedir o debate sobre jornalismo com Glenn Greenwald. Na madrugada do domingo (01/09) passado, um pequeno grupelho atacaram o Bar e Centro Cultural palestino Al Janiah com bombas de gás lacrimogênio, faca e spray de pimenta. Diante desse cenário, a editora Autonomia Literária se vê obrigada a disponibilizar um dos capítulos do livro “Antifa – O Manual Antifascista”, de Mark Bray.

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Flipei: Novas liberdades contra a servidão voluntária.

Um dos bucaneiros de nossa tripulação descreve como anarquistas e comunistas resistiram a todos as adversidades, inclusive fascista, para realizar debates, encontros e uma grande festa Por Gustavo Racy* Os dias foram quentes em Paraty. Sob o sol, à margem esquerda do rio Perequê-Açú, curiosos, aficionados por política e interessados rondavam o triângulo composto pelo barco-livraria pirata, a barraca de cerveja e a Zona Autônoma de Leitura instalada no velho ônibus escolar da Rizoma. Tornado palco com o fim das palestras, o ônibus oferecia, madrugada adentro, um alento aos corpos que esfriavam com a súbita baixa da temperatura. Era preciso...

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Confira a programação e as oficinas da Flipei

Os bucaneiros mais temidos do rio Perequê-Açú estão de volta com sangue nos olhos e faca nos dentes para mais uma edição da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes! Antes vivíamos sob um governo golpista, agora vivemos sob um governo militar protofascista – que tem por um de seus principais inimigos o socialismo. Entretanto, curiosamente, o mais renomado intelectual militar brasileiro também era um socialista. Euclides da Cunha, autor homenageado da Flip 2019, teve, assim como Lima Barreto, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros grandes literatos brasileiros, seu passado político completamente apagado da história. Poucos sabem, mas o...

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Editoras e autores independentes, uni-vos, pois a Flipei está de volta!

A Flipei (Festa Literária Pirata das Editoras Independentes) está de volta em 2019 com seu barco pirata anarco-comunista e escolheu este Primeiro de Maio¹ de luta para revelar suas novas tramoias e ambições.

A primeira delas é histórica: resgatar o lado socialista de Euclides da Cunha, convenientemente esquecido na latrina da história, que será homenageado na Flip 2019. Poucos sabem, mas autor do clássico Os Sertões foi preso e expulso do Exército, em 1888, por um ato de rebeldia ao quebrar seu sabre numa cerimônia com o ministro da Guerra do Império, Tomás Coelho. Após um breve período de exclusão, Euclides volta a ser reintegrado pelo Exército na República, mas continuou se envolvendo com ideias iconoclastas e passa a assinar seus artigos e crônicas no jornal A Província de São Paulo, o antigo Estadão, com o pseudônimo do anarquista Joseph-Pierre Proudhon, a quem se referia como um dos pensadores mais originais de seu tempo. Assim como Lima Barreto, negro anarquista, Euclides também teve seu passado político ceifado no decorrer da história.

No Primeiro de Maio de 1899, Euclides escreveu um manifesto inflamado no jornal O Proletário, lembrando que a data “se destina a preparar o advento da mais nobre e fecunda das aspirações humanas: a reabilitação do proletariado pela exata distribuição de justiça, cuja a formula suprema consiste em dar a cada um o que cada um merece. Daí a abolição dos privilégios derivados quer do nascimento, quer da fortuna, quer da força. Para esse fim é necessário promover a solidariedade entre todos os que formam a imensa maioria dos oprimidos sobre que pesam as grandes injustiças das instituições e preconceitos sociais da atualidade (…) o clube ‘Filhos do Trabalho’ promoverá a divulgação dos princípios essenciais do programa socialista, empenhando-se em difundi-lo entre todas as classes sociais”.

No mesmo texto, o ex-militar defende 21 pontos do programa socialista no jornal ligado ao Clube Democrático Internacional Filhos do Trabalho. Entre eles, está a emancipação da mulher com direitos iguais, impostos pesadíssimos sobre a renda, dissolução e distribuição dos bens do clero para a sociedade, escolas e justiça gratuita para todos, substituição das forças armadas pelo povo armado; estabelecimento de bolsas de trabalho e juros iguais para todos os cidadãos.

Dois anos depois de ter publicado Os Sertões, em 1904, Euclides se radicaliza ainda mais em favor do socialismo, defendendo o legado intelectual do comunista alemão Karl Marx, “este inflexível adversário de Proudhon”, quando lembra, num artigo intitulado Um velho problema, que: “o caráter revolucionário do socialismo está apenas no seu programa radical. Revolução: transformação. Para conseguir, basta-lhe erguer a consciência do proletário (…) Porque a revolução não é um meio, é um fim; embora, às vezes, lhe seja um meio termo, a revolta. Mas esta sem a forma dramática e ruidosa de outrora. As festas do primeiro de maio são, quanto a este último ponto, bem expressivas. Para abalar a terra inteira, basta que a grande legião em marcha pratique um ato simplíssimo: cruzar os braços… Porque o seu triunfo é inevitável”.

Todos os textos trazendo o lado socialista do autor estará disponível no livro que a editora Autonomia Literária, idealizadora da Flipei, lançará no evento.

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Nossa segunda arma no front é o reforço que traremos diretamente dos confins do Bixiga: o Rizomóvel, o vietcong nômade das editoras independentes. Nele vamos montar uma biblioteca pública com todo o acervo independentes presentes no barco e um estúdio de podcast onde nossos convidados serão entrevistados.

A terceira arma vai de encontro com um fenômeno interessantíssimo que vem rolando no mercado editorial: autores sem editora. Como se sabe, o livro “à cidade”, de Mailson Furtado, recebeu ano passado o mais consagrado, antigo e prestigiado prêmio literário do país, o Jabuti. A obra é uma publicação independente na qual o próprio autor desenhou a capa, foi atrás de revisão, diagramação e publicou sem nenhuma editora. Os bucaneiros da Flipei irão, portanto, reservar um espaço especial no barco para esses novos guerrilheiros autônomos na qual será cobrado apenas a taxa do cartão nas vendas (5%). Afinal, o que diferencia um pirata de um mercenário é a distribuição do butim.

Para colocar seu livro a venda em nossa nau pirata, basta preencher ESSA PLANILHA.

Não conhece a Flipei?

A Flipei é uma intervenção política feita por editoras independentes e uma trupe de anarquistas, comunistas, trotskystas, maoístas, bolivarianos e autonomistas na maior feira literária do país. Em nossa primeira edição conseguimos colocar no mar e na terra 69 horas de programação, pouquíssimas horas de sono, e cerca de 15.000 pessoas passando pelos nossos gramados, esticando suas cangas, tomando sol, comprando livros e vivenciando nosso pequeno Woodstock pirata.

E como dizia o lema de junho de 2013, “amanhã vai ser maior”, este ano pretendemos produzir um evento mais pujante, com menos hierarquias e mais horizontalidade, mais anticapitalista e com uma rede rizomática que aceite todas nossas próprias diferenças.

Assim como Euclides escreveu textos inflamados no primeiro de maio, convocou os trabalhadores à revolução e fez junções heterodoxas entre Marx e Proudhon de arrepiar os cabelos da burguesia, estaremos lá com nossa embarcação pirata para ecoar o legado de todas essas lutas. Sigamos na aventura de inventar os novos mapas de um “um mundo onde caibam vários mundos”, como diriam os zapatistas. Aguardem os próximos capítulos desse folhetim pirata, com ou sem garrafa de rum.

  1. Primeiro de maio foi o dia em que 08 trabalhadores anarquistas foram encomendados para a morte pelo Estado em 1886, nos EUA. Em meio a uma greve geral que reivindicava as 8 horas de trabalho diário que temos hoje, foram acusados de soltar uma bomba em meio a paralisação. Anos depois de serem sentenciados se constatou que não havia provas suficientes para a comprovação deste fato.
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