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Austeridade – A Historia de uma Ideia Perigosa

Autor: Mark Blyth
Tradução Freitas e Silva
Tamanho: 14×21
Prefácio: Laura Carvalho
Contracapa: Luiz Gonzaga Belluzzo

REF: 100

Descrição do produto

EM MAIO NAS LIVRARIAS. PRÉ-VENDAS ABERTAS

“Então os programas de austeridade não foram baseados num estudo econômico sério?”
— Paul Krugman, The New York Review of Books

“Um livro notável”
— Financial Times

“O ponto maior de Blyth é válido. Em última análise, a economia não pode ser divorciada da moral e da ética.
A falha da austeridade não é apenas uma questão de decepção com PIB e déficits.
É uma calamidade humana, e uma que poderia ter sido evitada”
— John Cassidy, The New Yorker

O instigante livro Austeridade: A História de Uma Ideia Perigosa não é dirigido apenas a economistas – ainda que, face à corrente de pensamento que se tornou dominante entre estes, sua leitura possa servir como uma verdadeira lufada de ar fresco no ambiente intelectualmente sufocante da disciplina, ou mesmo como um empurrão de bom-senso diante do precipício de suas velhas e carcomidas visões ideológicas.

Como se verá, a fluída, didática e divertida (mas não por isso menos rigorosa) cruzada de Mark Blyth contra argumentações anticientíficas acaba nos municiando a todos, leigos ou estudiosos, de instrumentos para realizarmos por nossa conta o “teste do olfato” frente à retórica apodrecida da austeridade nos mais diversos ambientes de produção e circulação de ideias. Seu mérito é, por isso, notável. Ao fim de sua robusta “arqueologia”, além de entendermos porquê as finanças do Estado é algo bastante diferente das finanças familiares e empresariais, saímos aptos a detectar e desmontar as inúmeras premissas irreais e conclusões empiricamente falsas que sustentam o débil discurso mainstream em defesa da política da austeridade onde quer que ele apareça: universidades, meios de comunicação, movimentos sociais, partidos políticos e instituições de governo.

Cumpre notar, seguindo a vastidão de dados apresentados neste livro, que a austeridade, mesmo ignorando deliberadamente as incontornáveis necessidades da vida social e política, é contraproducente inclusive em alcançar o objetivo restrito a que supostamente se coloca: o de sanar as finanças públicas.

Se enganam, portanto, os que pensam ser este um problema restrito a técnicos e especialistas. Fosse apenas um atentado à inteligência, essa “ideia zumbi” – morta diante dos fatos, mas feita viva pelos perniciosos interesses políticos que a patrocinam – já seria, em si, problemática. O que a torna perigosa, no entanto, conforme o livro demonstra, são os estragos produzidos nas economias e, junto destes, a erosão da coesão social, os danos traumáticos e sofrimentos, em suma, a que tem submetido as maiorias sociais em todo o mundo, inclusive no Brasil. Por onde passa, a política da austeridade deixa um enorme rastro de destruição. Mark Blyth, como poucos, persegue esse rastro para nos demostrar, em suas origens e causas, porque a austeridade é em primeiro lugar e acima de tudo um problema político de distribuição e não um problema econômico de contabilidade social.

— Edemilson Paraná 

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Professor de economia política internacional na Brown University. Doutorou-se em ciência política na Columbia University em 1999.

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