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Austeridade – A Historia de uma Ideia Perigosa

Autor: Mark Blyth
Tradução Freitas e Silva
Tamanho: 14×21
Prefácio: Laura Carvalho
Contracapa: Luiz Gonzaga Belluzzo

REF: 100

Descrição

EM MAIO NAS LIVRARIAS. PRÉ-VENDAS ABERTAS

“Então os programas de austeridade não foram baseados num estudo econômico sério?”
— Paul Krugman, The New York Review of Books

“Um livro notável”
— Financial Times

“O ponto maior de Blyth é válido. Em última análise, a economia não pode ser divorciada da moral e da ética.
A falha da austeridade não é apenas uma questão de decepção com PIB e déficits.
É uma calamidade humana, e uma que poderia ter sido evitada”
— John Cassidy, The New Yorker

No livro Austeridade – A História de Uma Ideia Perigosa, Mark Blyth oferece ao leitor uma sólida argumentação construída a partir de uma constatação tão óbvia quanto ausente das análises dos economistas convencionais. Blyth desvela as razões das políticas de austeridade que se seguiram à crise de 2008. “A Europa precisa ser austera porque os balanços financeiros dos Estados nacionais têm que funcionar como amortecedores de choques para o conjunto do sistema…Primeiro ocorreu a crise bancária, depois uma crise das dívidas soberanas. Mas isso é o efeito, não a causa”.

Os bancos centrais e os Tesouros Nacionais mobilizaram seus balanços para socorrer os bancos quebrados, o que resultou na expansão dos déficits e dívidas dos Estados.

São saborosos os capítulos do livro que avaliam a história da Ideia Perigosa. No âmago dos enganos e desenganos, está o autoengano do ideário liberal. Nos momentos de crise,   o liberalismo econômico aponta invariavelmente o dedo acusador para o Estado irracional e gastador.

Blyth inicia a investigação histórica da Ideia Perigosa com a análise cuidadosa dos escritos de Locke, David Hume e Adam Smith. Críticos do mercantilismo, os três ícones do pensamento liberal advogam a regra inviolável do orçamento equilibrado, independentemente das flutuações cíclicas da economia. Esse dogma associou-se às crenças do padrão-ouro para sacralizar o mercado auto- regulado e bloquear as ações estabilizadoras dos governos.

Depois da Grande Depressão, Keynes justificou teoricamente as políticas fiscais e monetárias destinadas a recuperar as economias prostradas. Mas, atenção: a austeridade, ademais de perigosa, é uma ideia persistente. Derrotada por Keynes, ela voltou vitoriosa nos braços dos corifeus do neoliberalismo, de Milton Friedman a Robert Lucas.

— Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo (economista e professor da UNIBAMP)

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Author

Professor de economia política internacional na Brown University. Doutorou-se em ciência política na Columbia University em 1999.